• Rogério Ferreira Machado

CORPUS CHRISTI




Na última quinta-feira, 20, tivemos mais um feriado nacional ligado à cristandade, é uma comemoração religiosa de cunho católico romano. Mas, qual é a origem da comemoração que resultou nesse feriado? Quando começou e por quê?

Conta-se que no século XIII a Igreja Católica Apostólica Romana vivia um período de corrupção e apatia espiritual. O reflexo disso foi uma grave e prolongada crise moral e espiritual que atingia a todos. Precisando de algo que fizesse com que os “fiéis” se enchessem de temor religioso, surgiu a idéia de criar-se uma festa denominada Corpus Christi.

A festa surgiu baseada nas revelações de uma monja chamada Juliana de Cornellon. Segundo alegou, em 1230, perto de Liége, ela teve visões sobre uma grandiosa festa para honrar a presença real de Jesus na hóstia. Foi desta maneira que se passou a destinar um dia em cada ano para a veneração da hóstia, onde o corpo de Cristo, segundo a crença católica romana, se faz presente. A festa começou a ser comemorada em 1264 depois de publicado pelo papa Urbano IV, mas, só foi instituída oficialmente em 1311, no Concílio de Viena.

Conforme informações, na época da instituição dessa festa as Escrituras Sagradas haviam sido abolidas dos lares e da vida dos cristãos católicos, daí a visão de uma monja ter sido considerada como sendo revelação de Deus, contrariando a própria Bíblia que mostra que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, repreensão, correção e educação na justiça” - 2ª Epístola de Paulo a Timóteo 3:16.

O Senhor Jesus Cristo, quando de um encontro com saduceus (religiosos de uma das mais importantes seitas judaicas), disse: “Errais não conhecendo as Escrituras” - Evangelho de Mateus 22:29. O que Jesus queria dizer é que é importante conhecer as Escrituras porque são elas que revelam a verdade de Deus ao homem, livrando-o do erro, porque: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” - Atos dos Apóstolos 5:30.

O que deveria ter sido feito naquela época, e deve ser buscado em nossos dias, é o apego às verdades reveladas nas Escrituras Sagradas. O salmista Davi escreveu: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos simples... o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos... os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos... por eles se admoesta o teu servo; em guardá-los, há grande recompensa. ” - Salmos 19:7 a 11.


Publicado em 22/06/2019 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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