• Rogério Ferreira Machado

Dia das Crianças


O “Dia das Crianças” é uma das poucas datas comemorativas alegre e divertida ao mesmo tempo. Neste dia pais, familiares, professores, ONGs (Organizações Não Governamentais), pessoas comuns e celebridades, se reúnem para oferecerem às crianças um pouco de carinho, atenção, afeto, presentes e brinquedos. As motivações para essa ação em favor dos “baixinhos” são diversas, e vão desde o sentimento de culpa, desejo de fazer uma criança feliz, até o de se fazer feliz através do ato de presentear.

O “Dia das Crianças” é comemorado em vários países, mas em dias diferentes. No Brasil, a ideia de criar um dia que homenageasse as crianças foi do então deputado federal Galdino do Valle Filho, na década de 1920. Aprovada pelos demais deputados, coube ao presidente Arthur Bernardes, em 1924, oficializar a data, através do decreto 4.867, de 5 de novembro. Dessa forma, o dia 12 de outubro passou a ser a data de comemoração do Dia das Crianças no Brasil. Entretanto, a data só passou a ser comemorada com ênfase no ano de 1960, graças à iniciativa da Fábrica de Brinquedos Estrela em parceria com a Johnson & Johnson, que numa promoção intitulada "Semana do Bebê Robusto" popularizaram a data.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o dia 20 de novembro como o “Dia Universal da Criança”. Nesse mesmo dia comemora-se também a Declaração dos Direitos da Criança, aprovada em Assembleia Geral das Nações Unidas em 1959.

Desta Declaração quero destacar o 6º Princípio – “A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas”.

Pensando apenas na primeira parte desse Artigo, até para não me estender, lembro-me do texto da Epístola do apóstolo Paulo aos Efésios 6:4, e da sua orientação: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. Na prática é não usar de brutalidade, tirania ou raiva, mas orientá-los de acordo com os ensinos da Palavra de Deus (a Bíblia).

Aos pais cabe ensinar seus filhos o relacionamento com as circunstâncias da vida, sabendo que Deus tem um propósito em cada circunstância ‘‘Tudo tem a sua ocasião própria e todo o propósito debaixo do céu tem o seu tempo. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou... tempo de derrubar e tempo de edificar... tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar... tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora... tempo de calar, e tempo de falar...” – Eclesiastes 3:1 a 8. Assim, os filhos devem aprender a assumir a responsabilidade pelos seus atos (direitos e deveres).

Um alerta aos pais: não prometa o que não irá cumprir; não exagere nos elogios, pois isso cria orgulho; não exagere na crítica, isso criará desânimo; não faça ameaças nem use outros para assustar (polícia, tio bravo, etc.); não compare o filho com o irmão, o filho do vizinho, o primeiro aluno da classe, etc.

Lembre-se de uma coisa: os filhos são herança do Senhor e parte de Sua bênção para nós - Salmos 127:3. Por isso, pais, desfrutem dessa benção com alegria e responsabilidade. E, feliz “Dia das crianças”.


Publicado em 12/10/2019 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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