• Rogério Ferreira Machado

Dia dos Pais



O segundo domingo de agosto é reservado ao “Dia dos pais”. A data, que foi criada por comerciantes norte-americanos para aquecer as vendas de meio de ano, é celebrada principalmente na Alemanha e Estados Unidos. A comemoração foi trazida ao nosso país inicialmente por comunidades metodistas, firmando-se com a iniciativa de publicitários e associações de lojistas, tendo sido comemorada pela primeira vez no Brasil em 1953.


Sobre pais muito já dito, escrito e até retratado em novelas, séries e filmes. Por exemplo, há 40 anos, em 1979, a novela que fazia sucesso era “Pai herói”, enquanto que o seriado “Papai sabe tudo” sempre teve boa audiência no Brasil por décadas em seu horário. Aliás, a série foi transmitida, no Brasil, na década de 1960, pela TV Tupi; na década de 1970, pela Rede Globo; na década de 1980, pela TV Cultura e atualmente a série é exibida na Rede Brasil de Televisão.


Ao comentar sobre pai não quero “chover no molhado”, mas numa época em muitos pais são meros reprodutores de crianças, precisamos reconsiderar o conceito de pai. Por isso, quero trazer uma palavra aos pais. Conforme nos ensina a Bíblia, cabe ao homem a liderança do lar, como marido e pai. No papel de pai o homem é responsável pelo estabelecimento dos limites e dos princípios que governam esse lar.


Anos atrás havia uma propaganda do Gelol que diz: não basta ser pai tem que participar. Essa é uma verdade esquecida no relacionamento pai e filho em nossos dias. Muitos pais tem se mostrado mais preocupados com suas carreiras, e em adquirir coisas, do que com os membros da família, em especial os filhos. Trazem o brinquedo de presente, mas não arranjam tempo para brincar com os filhos. Incentivam, e até forçam, os filhos a estudarem, mas não os ajudam em suas dificuldades escolares. Querem respeito, mas perdem esse respeito quando embriagados ou drogados se expõem ao ridículo. Dizem que é errado mentir, mas mandam dizer que não estão, quando não querem atender alguém. O exemplo fala mais alto. Há pais que fumam, bebem, dizem palavrão, param o carro em fila dupla ou em local proibido, ultrapassam o sinal vermelho e o limite de velocidade, entram na contra mão, etc., depois dizem não entender o comportamento de rebeldia e insubordinação de seus filhos.


Pai!... Pense no tipo de pai que você tem sido. Seu (sua) filho/a deseja um pai amigo e companheiro, aquele que carrega-o/a nos braços ou nos ombros, ajuda nas lições de escola, brinca, ri, acaricia, senta-se no chão, joga bola, ouve, conversa, curte estar junto. Seu (sua) filho/a deseja um pai sábio, que pensa antes de falar e só fala a verdade, cumpre suas promessas, seja o castigo por desobediência ou o passeio prometido. Seu (sua) filho/a deseja sua presença trazendo segurança e otimismo. Pesquisas informam que desde as primeiras horas de vida, a criança começa a adquirir hábitos e costumes que afetam toda a sua vida, negativa ou positivamente, por isso, você que é pai deve lembrar-se que “os filhos são herança do Senhor” - Salmos 127:3. Sendo assim, a responsabilidade de educar seus filhos é sua. Ore por e ore com seu (sua) filho/a. Ensine-o/a a amar a Deus e a Sua palavra.


Por fim; pai (marido) invista em seu casamento. Um casal que vive solidamente diante de Deus transmite aos filhos segurança, confiança, amor e muito mais. O comprometimento dos pais consigo mesmo, com Deus, Sua Palavra e com a Igreja é a base sólida na educação de filhos.

Publicado em 10/08/2019 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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