• Rogério Ferreira Machado

Escrevendo Sobre: 1964

Atualizado: 29 de Mar de 2019


O presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que sejam feitas comemorações, em unidades militares, lembrando 31 de março de 1964, data em que teve início a “Revolução”, com a implantação do Regime Militar no Brasil. Bolsonaro já aprovou a inclusão da data na ordem do dia das Forças Armadas. A data havia sido retirada do calendário oficial de comemorações do Exército em 2011, por determinação da ex-presidente Dilma Rousseff.


Ao par disso, sob a responsabilidade da produtora Brasil Paralelo, estreia amanhã, 31, o filme "1964, o Brasil entre armas e livros", que promete resgatar a verdade sobre a Revolução Militar de 1964. Segundo o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filme estará "falando verdades nunca antes contadas - muito menos pelo seu professor de história".


Apesar das promessas iniciais de uma intervenção breve, o Regime Militar brasileiro durou 21 anos. Ele acabou quando José Sarney assumiu a presidência, o que deu início ao período conhecido como Nova República (ou Sexta República). Entre 1964 e 1985 o Brasil teve como presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo.


Durante minha infância e adolescência no período da chamada Ditadura, apesar de tudo, tínhamos nossas alegrias. “Para não dizer que não falei de flores” nem de “Domingo no Parque”, cito os Festivais de Música Popular Brasileira, transmitidos pela TV Record, o programa Pullman Júnior, os desfiles cívicos, o futebol no campo e na quadra do Ferroviários Atlético Clube e as quermesses da Igreja do Bom Parto no Taboão.


O tempo passou e ao chegar a faculdade, em 1979, as alegrias passaram a ser outras. Como estudante de jornalismo o envolvimento com as chamadas lutas de conquistas democráticas foi natural. Eram passeatas, manifestações dentro e fora do campus universitário, reuniões políticas e tantas outras “alegrias” que só ficaram na memória.


Lutávamos por liberdade de imprensa, de manifestação, de expressão, direitos pessoais e estudantis. Lutamos, como estudantes, até que conseguimos a criação do primeiro Diretório Central dos Estudantes no Brasil, na Universidade de Mogi das Cruzes, numa disputa que envolveu mais de 21.000 votos e “Chapas” encabeçadas por membros da “Liberdade e Luta”, “Convergência Socialista”, “MR 8” e grupos Trotskistas e Bakuninistas.


Isso tudo pouco representou para mim, pois ainda ansiava por liberdade. Mas, em 1984 consegui e alcancei a verdadeira liberdade. Foi nesse ano que conheci e me entreguei a Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador. A liberdade que ansiava finalmente chegou, isso porque confiei em Jesus Cristo que disse: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” - Evangelho de João 8:32. É, foi “para a liberdade que Cristo nos libertou” - Epístola aos Gálatas 5:1... Liberdade física, financeira, emocional e espiritual. Livre do medo, da angústia e da escravidão do pecado. Cristo nos torna livres.



Publicado em 30/03/2019 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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