• Rogério Ferreira Machado

O caso Suzy



No dia 1º de março o Fantástico apresentou uma reportagem sobre “Mulheres trans presas enfrentam preconceito, abandono e violência”. A chamada para assistir a matéria dizia: “Somente nos presídios paulistas, existem 700 mulheres trans confinadas em cadeias masculinas. Drauzio Varella mostra como é a vida delas”.

Na reportagem o Fantástico mostrou a vida, as dificuldades e a solidão das detentas transexuais dentro das cadeias masculinas. Ao final Drauzio dá um abraço em uma detenta que estava há 8 anos sem receber visitas.

Drauzio Varella foi elogiado por sua humanidade ao abraçar a detenta. O abraço viralizou nas redes sociais e virou “causa social” que rendeu vaquinha virtual para “a trans abandonada até pela família”. Após a reportagem a detenta Suzy recebeu 234 cartas, 16 livros, duas bíblias, maquiagens, chocolate, envelopes e canetas.

Mas, o que estava oculto foi revelado. Suzy Oliveira, nascido Rafael Tadeu, foi condenada em 2012, pelo tribunal do júri, a 36 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por estupro, homicídio e ocultação de cadáver de uma criança de nove anos.

Isso exposto nas redes socias causou uma enxurrada de comentários contra a Rede Globo e Drauzio Varella, ao ponto da emissora ter de se pronunciar em nota oficial e o médico vir à público, na terça-feira (10), para pedir desculpas à família da criança que foi morta por Suzy.

Isso tudo me faz pensar sobre o poder que a TV ainda exerce sobre as pessoas, notadamente a Rede Globo. Em sua grade horária a emissora global apresenta diversos programas que atuam de maneira a ampliar nosso pensamento para aceitar os pontos de vista e comportamentos que tínhamos como errados. A tese por detrás é a seguinte: “O que eu sempre pensei que era certo parece não ser o certo para todos; pelo menos hoje. E, o que eu pensava que era errado, pode ser certo para algumas pessoas. O que eu costumava achar chocante pode não ser tão mau assim”.

Vivemos em uma sociedade mutante e, uma vez que as mudanças estão acontecendo, a TV acelera o processo de aceitação, tornando “normal” e aceitável àquilo que tínhamos como correto, como conceito social e moral e também como conceito “religioso”.

O maior problema do material da Televisão é que simplesmente reflete as perspectivas culturais reinantes que conscientemente são destinados a mudar nosso pensamento e comportamento. Mas, a Bíblia adverte: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” - Epístola de Paulo aos Romanos 12:2.



Publicado em 14/03/2020 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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