• Rogério Ferreira Machado

O Evangelho de Judas


Polêmica!... Quem não gosta de uma? Seja quanto a gosto, opção e/ou decisão, parece que todos gostam de comentar ou debater sobre algo controverso. Basta ver a polêmica causada pela fala do presidente Jair Bolsonaro envolvendo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Felipe Santa Cruz.

Geralmente a polêmica é colocada na “ordem do dia” pela imprensa com a intenção de vender mais jornais, revistas, etc. ou fazer aumentar os índices de audiência e acessos às mídias sociais. Assim, escolhem um livro, um filme, um personagem, um caso ou uma fala que alimente algum tipo de celeuma e o lançam “no ar”. Logo em seguida vem as contestações, as réplicas, tréplicas, etc. e tal.

Anos atrás a polêmica ficou por conta da descoberta do “Evangelho de Judas”. Esse Evangelho apócrifo (obra cuja autenticidade é contestada) foi descoberto na década de 1970, no Egito. Depois de circular pelas mãos de colecionadores e comerciantes de antiguidades, o manuscrito permaneceu depositado no cofre de um banco nos Estados Unidos. Em 2000 ele foi comprado por um antiquário e entregue à fundação suíça Maecenas Foundation for Ancient Art, a fim de preservá-lo e traduzi-lo. Foi apresentado pela primeira vez ao público na revista National Geographic no ano de 2006.

O “Evangelho de Judas” tem 26 páginas e mostra uma relação entre Judas e Jesus bem diferente daquela descrita nos Evangelhos Canônicos (inspirados por Deus e reconhecidos por todas as igrejas cristãs). Nos canônicos Mateus, Marcos, Lucas e João, Judas é descrito como o traidor de Jesus, cujas características principais eram a ambição e a avareza. O destino de Judas após a crucificação de Cristo, segundo a Bíblia, foi o suicídio por enforcamento. Todas essas informações, entretanto, são contrariadas no “Evangelho de Judas”, onde ele é apresentado como um herói, uma vez que ele seria o único que realmente entendia Jesus. Por isso, Cristo teria confiado a ele a missão de entregá-lo para ser crucificado e assim cumprir Sua obra de resgatar a humanidade perdida.

O mais interessante nisso tudo é perceber o quanto as igrejas cristãs alimentam essas controvérsias esquecendo-se de que Deus já nos deu a revelação completa de Sua vontade, e do que era necessário ser conhecido sobre Ele, em Sua Palavra, a Bíblia, que “é inspirada e útil para o ensino, a repreensão, a correção e para a educação na justiça” – 2ª Epístola de Paulo a Timóteo 3:16. Assim, é necessário que aquele que ama a Deus e a Sua Palavra, aja conforme a orientação dessa Palavra: “repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir... na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez” – 2ª Epístola de Paulo a Timóteo 2:23 a 26.


Publicado em 03/08/2019 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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