• Rogério Ferreira Machado

O FIM DA ESCRAVIDÃO


Comemorou-se na última 4ª feira, 13, cento e trinta e dois anos da extinção da escravidão dos negros no Brasil. Aliás, pouco se falou no assunto, já que existe uma outra data “mais significativa” que os negros comemoram, que é O Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

Sobre escravidão, é bom salientar que desde o início das civilizações temos registro da escravidão de pessoas. A Bíblia, por exemplo, registra a escravidão temporária de diversos povos que foram subjugados por outros que exerceram poder. Por exemplo: os judeus foram escravos dos egípcios por muitos anos antes de saírem do Egito para a conquista de Canaã. E mais, os próprios judeus, quando no poder, escravizaram diversos povos.

Muito da economia antiga baseava-se na escravidão. Em geral, os povos mais antigos escravizavam os prisioneiros de guerra. Como exemplo temos a expansão do Império Romano, iniciado em 753 antes de Cristo. Mas, o advento do cristianismo, no primeiro século, veio favorecer os escravos, porém a escravidão persistiu, resistindo até os dias de hoje, em suas diversas manifestações.

No Brasil, a implantação da lavoura açucareira foi sustentada, no início, pelo trabalho escravo indígena. O uso de escravos africanos começou em 1.538 através do tráfico ne­greiro. No Brasil colonial, quase todo trabalho era escravo. Já no período imperial, a escravatura era condenada pela opinião pública internacional, mesmo assim, o país foi o último no mundo a abolir a escravidão.

Como mostra a história, a liberdade dos negros no Brasil foi uma conquista “homeopática”, com diversas leis a partir de 1.850. O fim do trabalho escravo se deu com a assinatura da “Lei Áurea”, em 13 de maio de 1.888, pela regente imperial, princesa Isabel. Mas, mesmo essa lei não pôs fim verdadeiramente à escravidão dos negros no Brasil, nem tão pouco os integrou à sociedade, mas, como lei, é um marco, uma conquista que abriu os horizontes para a raça negra.

Entretanto, mesmo em dias atuais, muitas pessoas, negras ou não, ainda são ou estão escravas. Não em “regime social de sujeição do homem e utilização de sua força, explorada para fins econômicos”, mas escravas de si mesmas, da vaidade, do orgulho, da pobreza, do medo, do sexo, das drogas, dos jogos, da idolatria, da insegurança, do pecado. Essas pessoas, mesmo estando “livres”, são ou estão escravizadas em suas mentes e corações, e tem até seus corpos sujeitos a escravidão do pecado.

O que “escravizados” sempre esperam é a liberdade, a igualdade, a dignidade e o respeito que merecem como povo, gente, criaturas de Deus. E, para que essa situação mude, para que haja liberdade, foi que Jesus Cristo veio a este mundo. Ele declara: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará... em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado... mas se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”, por isso, “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”, porque “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – Evangelho de João 8:32 a 36; de Mateus 11:29 e João 10:10.

Portanto, se você está hoje na condição de “escravo”, sendo homem, mulher ou LGBT, branco, negro ou amarelo, rico ou pobre, você precisa conhecer Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Ele te dará liberdade, Ele te livrará da escravidão. Somente àqueles que tem compromisso com Cristo e as verdades apresentadas na Bíblia conhecem a verdadeira liberdade, pois “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” – Carta do Apóstolo Paulo aos Gálatas 5:1.

Não basta ser livre da escravidão ou sujeição de outro povo, pessoa ou situação, é preciso conhecer, experimentar e viver a liberdade que somente Cristo Jesus oferece.


Publicado em 16/05/2020 no Gazeta Bragantina e GB Norte.


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