• Rogério Ferreira Machado

PÁSCOA



Os cristãos comemoram nesse domingo a Páscoa, uma festa que em outras épocas, sem coronavírus, aquecia o comércio com a venda de ovos de chocolate, bombons, panetones, peixes e bebidas. A palavra portuguesa páscoa é equivalente a hebraica pasach, que significa “passar por sobre”. A designação está relacionada com a última das 10 pragas necessárias para convencer Faraó a permitir que Israel saísse do Egito livre da escravidão, conforme relato da Bíblia em Êxodo capítulo 12. Isso aconteceu por volta do ano 1.445 antes de Cristo. O texto bíblico mostra que os hebreus (israelitas/judeus), escravos dos egípcios, deviam passar o sangue do cordeiro pascal nos batentes das portas, para obter livramento. Assim, o Anjo do Senhor matou os primogênitos dos egípcios, mas não os dos hebreus. Na “Páscoa judaica”, a refeição principal era o cordeiro, comido com ervas amargas e pão sem fermento. A celebração era aberta somente aos israelitas e convertidos ao judaísmo, sendo celebrada anualmente desde então, como um memorial, assumindo o sentido de livramento. A saída do povo do Egito, e posteriormente a conquista da Terra prometida, foi a concretização dessa libertação. O mês da Páscoa tornou-se o primeiro mês do ano judaico (Êxodo 12:2). A “Páscoa Cristã” é um acontecimento tão importante quanto aquele da nação de Israel. A morte de Jesus Cristo, que ocorreu no período em que os judeus comemoravam a páscoa, é considerada um dos eventos principais, e também essencial, para os cristãos. Jesus é chamado de “Cordeiro pascal” na 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios 5:7 e “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” no Evangelho de João 1:29. Assim, o Novo Testamento indica que a morte Cristo completou e cumpriu o ritual judaico, trazendo o resgate novo e universal, já que Sua morte resgata do pecado todo o que n’Ele crê e Sua ressurreição declara a vitória sobre a morte. Na Páscoa, o cristão, tal como os antigos israelitas, deve submeter-se a Deus e colocar de lado o antigo fermento do pecado, da corrupção, da malícia e da desobediência substituindo-o pelos pães asmos da “santidade” (pureza de vida), sinceridade, humildade e verdade. A Páscoa deveria levar-nos a contrição (pesar pelo pecado). A Páscoa não fala de um coelho, mas do Cordeiro de Deus, que é Jesus. A Páscoa não fala de ovos de choco¬late, mas do precioso sangue de Cristo vertido na cruz por causa de nossos pecados. A Páscoa fala de libertação do cativeiro do pecado. No Egito, quando da celebração da Páscoa, Deus abençoou aqueles que tinham a marca do sangue do cordeiro nos batentes de suas portas. Hoje, Deus abençoa aqueles que têm a marca do sangue de Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, em suas vidas. Esse sangue proporciona salvação e nova vida e precisamos dessa marca para sermos salvos. Você já tem esta marca?

Publicado em 11/04/2020 no Gazeta Bragantina e GB Norte.


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