• Rogério Ferreira Machado

Sua Língua é Benção?




Verdades e mentiras são comunicadas pela língua, com poderoso impacto, todos os dias e a toda hora. Quantas vezes já ouvimos palavras de ânimo ou desânimo, aprovação ou reprovação, meias verdades e/ou mentiras deslavadas saídas da boca de políticos, profissionais da comunicação, professores, líderes religiosos, parentes próximos e até mesmo de pai e mãe; não é mesmo?

A língua tem influência tanto para o bem como para o mal. Mas, por descuido ou hábito, usamos a língua mais para críticas do que para aprovação, incentivo e apoio.

Há de se notar que, assim como o freio para um carro na ladeira e o leme de um navio dá curso a embarcação, a língua pode arruinar uma reputação, destruir uma amizade ou um casamento e até causar um permanente sofrimento. Por outro lado, a língua pode trazer conforto e esperança em tempo de privação. Pode fazer brilhar a verdade da salvação na mente de alguém que está vagando em trevas espirituais. Pode louvar e glorificar a Deus.

O domínio da língua pode parecer insignificante para alguns, mas esse controle é de suma importância. O que falamos não são simples palavras ao vento. A Bíblia nos exorta repetidamente a ter grande sabedoria e cuidado no uso da língua. Provérbios 18:2 não está exagerando quando nos adverte que “a morte e a vida estão no poder da língua”. O salmista Davi denunciou, no Salmo 57:4, que os homens têm em “suas línguas espadas afiadas”. E Tiago nos diz que a língua pode ser tão destrutiva como o fogo, “a língua é fogo, é mundo de iniquidade” (Tiago 3:6).

Quem não tem visto o estrago feito por uma única palavra de zombaria, intolerância, provocação ou de soberba? Quanta confusão não se opera pelo exagero, insinuação ou mentira? Quanto sofrimento não é causado por sugestões e declarações caluniadoras? E o que falar da palavra queixosa que torna tudo e todos motivo para culpa; ou da palavra destrutiva, que visa causar dor, e ainda a palavra provocante que procura despertar brigas?

Precisamos pedir a Deus que nos ajude a usar nossa língua para abençoar os que nos ouvem, edificar uns aos outros e glorificar ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O livro de Provérbios nos exorta: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” e “O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!” - Provérbios 25:11 e 15:23.

Façamos da língua (nossas palavras) uma bênção e não maldição.



Publicado em 08/02/2020 no jornal Gazeta Bragantina e GB Norte.


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